Arquitetos

Lúcio Costa

Arquiteto e urbanista, Lúcio Costa nasceu em Toulon França, em 27 de fevereiro de 1902. Era filho do engenheiro naval Joaquim Ribeiro da Costa e da Amazonense Alina Ferreira da Costa, brasileiros em serviço no exterior. Formado pela Escola Nacional de Belas-Artes, em 1922, volta à Europa quatro anos depois para uma temporada de um ano, se sustentando com o dinheiro que ganhou na loteria. Na direção da Escola Nacional, 1931, reformula o ensino da arquitetura.

Em 1936, quando desenhou o projeto do Ministério da Educação e Saúde Pública, consegue trazer ao Brasil o arquiteto Le Corbusier para uma série de conferências. Urbanista e pintor francês de origem suíça, Charles-Edouard Jeanneret-Gris, conhecido como Le Corbusier, foi considerado um dos mais importantes arquitetos do século 20 e exerceu forte influência sobre Lúcio Costa.

No ano seguinte, em 1937, passa a trabalhar como diretor da Divisão de Estudos e Tombamentos – DET, do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan, atual Iphan). Em 1956, ao ser lançado o concurso para a nova capital do país, enviou ideia para um projeto na última, no apagar das luzes, alegando estar bastante ocupado.

Apesar disso, venceu os concorrentes por quase unanimidade, tendo apenas um voto contra.

Foi o lápis de Lúcio Costa que traçou os eixos, praças, superquadras e tesourinhas do Plano Piloto. Um plano simples, harmonioso, moderno e funcional. O ponto de partida para a ideia foi duas linhas entrecortadas que formavam o sinal da cruz. Em Brasília também desenvolveu os projetos da Torre de TV e da Rodoviária. Outros trabalhos de sua autoria realizados pelo país afora: Edifício-sede do Ministério da Educação e Saúde Pública (atual Palácio Gustavo Capanema, RJ), Museu em São Miguel das Missões (RS), Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Nova York e Sede Social do Jockey Club do Brasil (RJ).

Entendia a cidade como a extensão da casa e sempre defendeu uma arquitetura com identidade brasileira. É pioneiro e destaque da arquitetura moderna com vários textos publicados sobre o tema como O arquiteto e a sociedade contemporânea (1952), A crise da arte contemporânea (1959), Brasília revisitada (1987), Brasília, a cidade que eu inventei (1991) e Lúcio Costa: registro de uma vivência (1994), seu único livro.

Morre aos 96 anos na manhã de 13 de junho de 1998.


Oscar Niemeyer

Poeta da arquitetura, escultor do espaço, como bem definiu Vinicius de Moraes, Oscar Niemeyer nasceu no bairro das Laranjeiras, Rio de Janeiro, em 15 de dezembro de 1907. Em 1929 entrou para a Escola Nacional de Belas Artes dirigida por Lucio Costa a partir de 1931, formando-se Engenheiro-Arquiteto em 1934. O primeiro trabalho de projeção que realizou foi sob orientação do arquiteto franco-suíço Le Corbusier, no Edifício do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro. Em 1937, elabora projeto do edifício da Associação Beneficente Obra do Berço, Rio de Janeiro, seu primeiro trabalho individual. Antes de Brasília, fez a Pampulha, em Belo Horizonte, a convite do então prefeito da capital mineira Juscelino Kubistchek de Oliveira.

Em 1947, convidado para fazer parte da equipe de arquiteto que deveria projetar a Sede das Nações Unidas, teve seu projeto escolhido por unanimidade. Em 1956 mais uma vez JK solicita seus serviços, dessa vez para projetar a nova capital do Brasil, além de encarregado de organizar o concurso para escolha do Plano Piloto. Participa da comissão julgadora.

Os primeiros projetos de Brasília começam a ser trabalhados no Rio de Janeiro, no prédio do Ministério da Educação e Saúde. E depois na sede carioca da Novacap. Mais tarde, conclui que seus traços ganhariam autenticidade, desenhados in loco, mudando de mala e cuia para o cerradão descampado de Brasília, morando numa das casas populares da W3 Sul. Aqui, como chefe do Departamento de Urbanização e Arquitetura da Novacap, fiscaliza as obras, prepara novos projetos.

Em 1962, nomeado Coordenador da Escola de Arquitetura da Universidade de Brasília, retira-se da UnB com mais de 200 professores em protesto contra o regime militar. A partir de 1967 é impedido de trabalhar no Brasil, indo morar em Paris. Suas obras singulares podem ser apreciadas em 16 países em mais de 180 edifícios. No Brasil, os traços de Niemeyer enfeitam o espaço de oito capitais e 30 municípios. Em Brasília são 83 construções.